
OBJETIVOS DO PROJETO
-
Contributo para o Plano Nacional de Restauro da Natureza – Art.12º e 13º do Regulamento Europeu de Restauro da Natureza.
-
Promoção da certificação de novos povoamentos relevantes de espécies florestais autóctones na região norte de Portugal, ampliando a recolha de sementes e de espécies florestais autóctones.
-
Realização de ações de formação e capacitação para coletores de sementes florestais, promovendo uma cultura de restauro da natureza entre os vários agentes de todo o território.
O Plano Nacional de Restauro da Natureza (PNRN)
O Plano Nacional de Restauro da Natureza (PNRN) configura um grande desafio em termos de planeamento e gestão dos valores naturais, mas representa também uma oportunidade para regenerar o potencial ecológico e socioeconómico de muitos territórios, importando criar condições para que o processo decorra de forma eficaz, participada e sustentada no melhor conhecimento disponível. Este plano pretende recuperar ecossistemas, cumprindo as metas da União Europeia, mas também proteger a natureza em Portugal, envolvendo toda a sociedade no processo. No que toca às florestas, existem indicadores para avaliar o progresso do restauro ecológico nos planos nacionais: "Índice de Aves Comuns Florestais", "Madeira Morta em Pé", "Madeira Morta Caída", "Estrutura Etária Heterogénea", "Conectividade Florestal", "Reservas de Carbono Orgânico no Solo", "Percentagem de Florestas Dominadas por Espécies Arbóreas Autóctones" e "Diversidade das Espécies de Árvores".
As obrigações do PNRN no âmbito do Regulamento Europeu de Restauro da Natureza
A concretização dos indicadores do PNRN envolve não só o “respeito pelos princípios ecológicos, assegurando, nomeadamente, a diversidade das espécies e da estrutura etária, dando prioridade às espécies arbóreas autóctones”, tal como o previsto no artigo 13º do Regulamento Europeu (EU) 2024/1991 relativo ao Restauro da Natureza (RRN), mas também ter em conta o local de origem das sementes utilizadas na produção das árvores. Neste sentido, e porque existem espécies que não possuem povoamentos florestais certificados em número suficiente para assegurar as novas necessidades decorrentes dos vários projetos de restauro ecológico e mercados de carbono em curso, este projeto visa alargar a rede de povoamentos florestais certificados, e aumentar as ações de recolha de sementes.
Orientações para ecossistemas florestais
Alinhado com as “Orientações relativas à florestação, reflorestação e plantação de árvores favoráveis à biodiversidade “da Comissão Europeia de 2023, este projeto enquadra-se nas estratégias: de florestação, com a formação de florestas mediante a plantação e/ou sementeira de terrenos até então com usos diferentes; e de reflorestação, com a recuperação de florestas mediante a plantação e/ou sementeira de terrenos classificados como florestas; e nos métodos: regeneração natural, com a formação de árvores ou grupos de árvores por sementeira natural (sementes espontâneas) ou propagação vegetativa; e regeneração artificial, com a formação de árvores ou grupos de árvores por sementeira direta (semeadoura) ou plantação de plântulas ou estacas.
A importância das Nossas Sementes, Nossas Árvores
Neste projeto de alargamento da rede, pretende-se assegurar que as sementes utilizadas nos projetos de restauro possuem características genéticas adequadas e estão adaptadas às condições edafoclimáticas da região de instalação, de forma a minimizar a necessidade de intervenções pós-plantação e aumentar as taxas de sobrevivência. Por outro lado, responde-se também a requisitos legais associados com a utilização de material vegetal em ações de arborização ou restauro florestal, aproveitando a capacidade de produção instalada nos viveiros do ICNF, que foi ampliada com as últimas reformas de que foram alvo. É na conjugação de todos estes objetivos que a Ação “Nossas Sementes, Nossas Árvores” se pretende afirmar, contribuindo de forma ativa no PNRN.
Objetivos Globais do Projeto “Nossas Sementes, Nossas Árvores”
-
Articular vontades e meios entre os parceiros do protocolo (CCH, ICNF e UTAD) Municípios, agentes locais e empresas, com objetivo de ampliar a rede de recolha de sementes e de produção de árvores;
-
Realizar a avaliação de Espécies Florestais, Seleção e Registo de Materiais de Base em povoamentos relevantes de espécies florestais autóctones;
-
Promover a certificação de novos povoamentos relevantes de espécies florestais autóctones;
-
Promover e ampliar a recolha de sementes e de espécies florestais autóctones;
-
Realizar ações de formação e capacitação para coletores de sementes florestais, promovendo uma cultura de restauro da natureza entre os vários agentes de todo o território.

Exemplos de frutos e sementes de espécies florestais. A obtenção de material vegetal com características adequadas, relacionadas com a proveniência, características morfológicas e de processamento, constituem elementos técnicos de qualidade essenciais, de modo a garantir adequados resultados em ações de restauro florestal e dos ecossistemas. Por outro lado, cumprem-se também requisitos legais relacionados com a produção e utilização dos materiais vegetais utilizados nestas ações.
Imagens: Frutos de Quercus e Bétula. Processamento de Quercus garantindo adequadas características do material vegetal. Exemplo de etiqueta de identificação.

A realização de avaliações de qualidade e de caracterização dos materiais vegetais faz parte do processo de produção e utilização destes materiais em ações de restauro. Estas avaliações são realizadas tanto sobre as sementes como sobre as plantas produzidas de modo a assegurar melhores condições nas ações de restauro.
Imagens: Análise de qualidade e caraterização de sementes, análise da qualidade de plantas de Quercus.
PARCEIROS DO PROJETO:



